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Memória
da
casa do Arrabalde ou dos “Abreu Maia” no lugar de Além da Ponte
de
Santa Marinha de Arcozelo em
Ponte de Lima
Assim,
esta nasceu do empenho de António Roiz da Maia casado com Ana Maria de Abreu.
Deste
casamento nasceu o Dr. João de Deus de Abreu Maia que presumivelmente foi o
primeiro que nela teve a sua residência permanente; este, que foi Sargento mor
do Terço de Viana do Castelo, foi com um irmão, o Padre Doutor Frei
José da Expectação, um dos principais fundadores da “Sociedade Económica
e Patriótica dos Amigos do Bem Público”, fundada em 1780 em Ponte de Lima e
aprovada no mesmo ano, por D. Maria
I; casou com D. Maria Joaquina Ferreira da Maia, sua prima.
Foi
seu filho, Francisco Joaquim de Abreu Maia o seguinte senhor da Casa. Como
oficial de milícias, fez parte integrante das forças militares, que nas invasões
Francesas, em Vila Nova de Cerveira impediram às tropas francesas, comandadas
pelo general Soult, a passagem do rio Minho. Casou com D. Rosa Cândida Brandão
de Castro e Silva. Seguiu-se na Casa seu filho José de Abreu Maia que foi
Presidente da Câmara de Ponte de Lima de 1870 a 1873 e Provedor da Santa Casa
da Misericórdia de Ponte de Lima. Consta ter sido ele que plantou os plátanos
hoje centenários da avenida grande da vila. Do seu casamento com D.
Rosa Guilhermina Pereira da Rocha, nasceu entre outros o seguinte senhor
da Casa do Arrabalde.
Foi
ele o Dr. Francisco de Abreu Pereira Maia, licenciado em Direito, Presidente da
Câmara de Ponte de Lima por ocasião da Monarquia do Norte, em 1919, que por
esse motivo, viveu durante anos homisiado em Santiago de Compostela, na vizinha
Galiza. Foi um ilustre Limiano, profundo conhecedor da história e costumes da
usa terra a quem chamaram “o dicionário de Ponte de Lima”. Não casou e à
sua morte foi sua sobrinha D. Maria Cazimira de Abreu Maia, filha de seu irmão
Alípio de Abreu Pereira Maia, a sucessora. Nunca lá viveu, por habitar, no
mesmo lugar, outra casa, a do Arnado, hoje nas mãos de estranhos à Família e
que era de sua mãe D. Maria Isabel Fiuza de Mattos. Foi seu herdeiro seu filho,
o Dr. Francisco José d’Abreu Maia e Castro, que é o actual senhor da casa.
Cronologia
das obras:
·
Iniciadas cerca de 1729 numas casas já de pertença
da Família;
·
Modificadas no final do século XIX pelo Dr.
Francisco de Abreu Pereira Maia. · De 1981 a 1985, obras de restauro e adaptação ao turismo de habitação, pelo seu actual senhor.
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